Minha História


Roberta Calábria, 33 anos,

Sou doula, educadora perinatal, consultora em amamentação. Historiadora da arte, empreendedora. Mãe.

*Atualmente, além de atender gestantes como doula, acompanhando-as durante a gestação, parto e puerpétio, também trabalho com atendimentos individuais ou em grupo, além de empresas e instituições, oferecendo cursos e palestras com os temas dos direitos reprodutivos, do nascimento humanizado e da violência obstétrica em vários locais do Estado, em parceria com grupos como o Coletivo Gesta, a Faculdade de Direito da PUC-RJ, a AdoulasRJ e a ONG Artemis.

*Coordeno o grupo gratuito de gestantes Ishtar + Casa Azul, que acontece sempre aos 2º e 4º domingos do mês, às 10h, na Casa Azul Perinatalidade e Parentalidade.

*Com a formação em Educação Perinatal concluída após curso do Coletivo Gesta, me apresento profissionalmente com este trabalho, que visa auxiliar mulheres, famílias e instituições a se aproximarem dos conceitos de humanização do nascimento, na luta contra a violência obstétrica e na experimentação de um gestar e um cuidar que parta dos princípios da atenção empática, da medicina baseada em evidência, da informação, do protagonismo, da escolha consciente e da interseccionalidade na abordagem destes assuntos, respeitando os cortes de raça, gênero, classe e todas as minorias.

Agora se você quiser entender direitinho como cheguei até aqui, é só ler esse textão aí de baixo!

*Em 2007 me formei bacharel em História da Arte pela UERJ.

*Descobri a humanização do nascimento quando estava grávida do meu primeiro filho, Miguel, em 2010. Não porque eu estava pesquisando sobre parto. Não tinha ideia de que parir no Brasil era tão difícil. Estava mesmo era pesquisando por fraldas de pano, e caí num grupo virtual para conversar sobre as fraldas de pano modernas, nome do grupo, aliás. Nele, um dia vi uma postagem sobre um blog que tinha um nome que eu não entendia. “Xô, epísio”. Nos comentários da postagem, descobri sobre a episiotomia (corte na vagina da mulher, o famoso ‘piquezinho’) e daí por diante me vi numa enxurrada de descobertas, medo, confusão e muita vontade de ter um parto respeitoso. Tudo isso enquanto tentava defender o título de mestra em Arquitetura e Urbanismo na USP (deu tudo mais ou menos certo no final, apesar de aos poucos começar a perceber o quanto o mercado de trabalho e a academia podem ser difíceis para as mulheres, especialmente para as que são mães).

*Às 34 semanas de gestação, encontrei um médico em quem acreditei. Refiz todos os planos e tive um parto natural hospitalar em uma clínica conveniada ao plano, com equipe particular parcelada em algumas vezes. Foi uma experiência transformadora. Maravilhosa. Potente e que me encheu de força.

*Alguns meses depois, fui testemunha de uma violência obstétrica gigantesca. Uma cirurgia intraparto repleta de todos os horrores que este tipo de violência pode gerar. Abandono, separação, sequela.

* O choque entre as duas experiências: a minha e a dela, foi o motor para a minha decisão de me tornar doula. E daí por diante lutar cotidianamente pelo acesso horizontal e restrito de todas as mulheres ao atendimento humanizado durante a gestação, parto e puerpério. Ao longo da jornada essa caminhada se extendeu e alcançou tod areflexão sobre a maternidade e a violência de gênero.

* Em 2012, me formei doula pela ANDO, Associação Nacional de Doulas. Conheci mulheres maravilhosas e me integrei a uma rede que fortalecia um potente momento de mudanças.

*Ainda em 2012, participei do I ENAPARTO, Encontro Nacional de Parteria Urbana, onde afinei minhas práticas ao conceito da Medicina Baseada em Evidências, que rege meu trabalho até hoje.

*Nesta época, levada pela vontade de voltar ao mercado de trabalho e acreditando muito numa nova forma de consumo, geração de renda e interações comerciais, administrei a loja virtual Ecco,mama! (ainda em funionamento, sob nova – e querida – administração), na qual vendia fraldas de pano modernas, acessórios para seu uso, coletores menstruais, slings e outros itens para a composição do então chamado “enxoval natural”. Mais pra frente precisei vender a loja para pagar o parto domiciliar do meu segundo filho.

*No final de 2012, comecei a integrar o Núcleo Carioca de Doulas, um grupo formado por doulas, com a supervisão de uma enfermeira obstétrica, para espaço de formação continuada, debates de profissionalização. Durante a permanência no NCD, tive a oportunidade de participar de aulas e oficinas nos cursos promovidos por nós para formação de doulas e especializações profissionais para doulas já formadas.

*Com esta atividade, tive a oportunidade de fazer o Curso Avançado de Doulas, formatado em parceria com o GAMA-SP.

*Foi neste ano que participei da organização da Marcha do Parto em Casa, primeira mobilização presencial que abordou diretamente o direito ao protagonismo no parto, após a proibição, por parte do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, CREMERJ, proibir os obstetras de atenderem partos domiciliares na cidade. A resolução foi revogada em 2014.

* Em 2013, grávida do meu segundo filho, me afastei do trabalho como doula, temporariamente. Nesta época, me dediquei com mais afinco à militância , onde adquiri muita experiência em outros aspectos da luta pela humanização do nascimento no Rio de Janeiro:

* Participel da reimplementação do programa de doulas voluntárias da Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira. O projeto surgiu no início dos anos 2000, através de uma parceria com a ANDO, seguiu funcionando por anos com a presença de uma única doula (Salve, salve, Maria da Graça!) e foi reimplementeado como coletivo em 2013. O projeto segue em andamento até hoje, com a participação de cerca de 10 doulas.

*Participei da Marcha pela Humanização do Parto, em apoio e solidariedade à Maternidade Maria Amélia Buarque de Holanda. Maternidade de parceria público-privada (OS) que atende gratuitamente gestantes de baixo e alto risco e é o espaço que mais preconiza práticas de humanização baseada em evidências no Estado. À época, a maternidade sofria ataques da mídia que mobilizavam a sociedade civil contra suas práticas. Ainda hoje é a maternidade de referência quando se trata de atendimento humanizado pelo SUS na cidade.

*Formatei, junto a mais três mulheres, o grupo gratuito de gestantes Ishtar Região dos Lagos, em Cabo Frio. E juntas fortalecemos os primeiros degraus para a melhoria na humanização do nascimento na região.

*Comecei a fazer parte da Rede Parto do Princípio, na qual pude participar de uma audiência individual com o então ministro da saúde, Alexandre Padilha, ao lado de Dafne Ratner, presidenta da ReHuna, para tratar sobre o andamento da melhoria na assistência ao nascimento em âmbito federal.

*Em setembro de 2013, dei à luz ao meu segundo filho num parto domiciliar planejado. O parto foi muito rápido e Vicente nasceu apenas entre a família. Recebemos a equipe algumas horas depois e foi uma das experiências mais incríveis que já vivi.

*No começo de 2014, integrei o ato “Meu corpo, minhas regras”, em solidariedade a Adelir, obrigada pela justiça a fazer uma cesárea desnecessária por ordem médica. Neste momento, me filiei a ONG Artemis, que luta pela erradicação de todo tipo de violência contra a mulher.

*Me formei Consultura em Amamentação, pela Levatrice, em curso ministrado pela Bianca Balassiano.

*Neste mesmo ano, fiz o curso “Apego: do vínculo na infância às relações adultas”, com Alexandre Coimbra Amaral.

*Participei como palestrante do I Encontro Maternidade Consciente, congresso nacional online, com a palestra “Do ventre ao vínculo: o corpo do bebê chegando ao mundo”, na qual apresentei o conceito de extero-gestação e contei um pouco sobre as práticas no uso do sling, do banho de balde e de outras maneiras para trabalhar as relações de vínculo com as crianças.

*Em 2015, à ocasião dos atos contra o Cunha, me juntei ao coletivo Movimento Mães e Crias na Luta, pelo qual participo de dezenas de atividades, atos, reuniões e eventos até o momento.

*Em 2016, participei ativamente da campanha para a aprovação da Lei das Doulas, que garante a entrada das doulas em todas as maternidades, casas de parto e hospitais do Estado.

*No processo, participei da formatação da Associação de Doulas do Estado do Rio de Janeiro, AdoulasRJ, da qual sou associada.

*Em 2017, aprovamos a lei das doulas no município do Rio de Janeiro, aumentando e melhorando a cobertura da profissionalização da atividade.

*Estreitei meus laços com a ONG Artemis e desde setembro de 2017 atuo como produtora e curadora do Centro Cultural Artemis – SP.

E em breve vem muito mais por aqui!!!

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